terça-feira, 28 de outubro de 2008

Rodovias são maior preocupação sobre orçamento federal

Delcídio diz que verba não fz sequer "cócegas" nas rodovias Durante as discussões sobre orçamento da União, nesta manhã, em Campo Grande, uma das preocupações mais evidentes é com o valor que deve ser destinado para obras nas rodovias. O governador André Puccinelli voltou a reclamar do montante previsto pelo Dnit (Departamento Nacional de Infra- Estrutura): apenas R$ 135 milhões para o próximo ano.Nas contas do governo, seria necessário pelo menos R$ 1 bilhão, para intervir e melhorar as condições de segurança e tráfego nas BRs 262, 267, 163 e 359.Na busca por mais recursos, Mato Grosso do Sul tem como vantagem o fato do relator do Orçamento Federal ser o senador sul-mato-grossense Delcído Amaral (PT). Nesta terça-feira, antes do início das discussões que ocorrem na Assembléia Legislativa, Delcídio disse que fará “um tratamento do choque no Dnit”, para sensibilizar sobre a necessidade de um valor maior. “O recurso atual não faz nem cócegas nas rodovias daqui”, comentou. O próprio superintendente regional do órgão em Mato Grosso do Sul, Marcelo Miranda, admite que o orçamento é muito baixo, mas fala em um valor menor que o reivindicado pelo governo, defende repasse de R$ 400 milhões.O que ninguém discute é sobre a precariedade de alguns pontos nas estradas. A prioridade de restauração é a BR- 262, informa o governador. Uma das recordistas em acidentes no Estado, as obras começariam pela abertura de acostamento. A BR-267 também é motivo de preocupação. “Necessita de todo tipo de serviço”, diz Puccinelli. Apontada pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) como dona do oitavo pior trecho do País, só para essa rodovia o projeto prevê gastos de até R$ 160 milhões.Na BR 163 a solicitação é por verbas federais para recuperação do asfalto, entre Campo Grande e Sonora, ao custo de R$ 120 milhões. Outra obra é esperada na rodovia entre Dourados a Guairá. O projeto já pronto, diz Marcelo Miranda. “Essa rodovia não agüenta chuva, precisamos melhorar a qualidade do asfalto”, justifica.
Fonte: Campo Grande News