Estiveram reunidos na tarde de ontem, segunda-feira (27), nas dependências da Câmara Municipal de vereadores de Guarantã do Norte, lideranças de diversos segmentos juntamente com a coordenação do CONDESSA (Consórcio pelo Desenvolvimento Socioambiental) formado pelo GTA (Grupo de Trabalho Amazônico), ISA (Instituto Socioambiental), IPAM (Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia, FVPP (Fundação Viver, Produzir e Preservar), FETAGRI/PA (Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura do estado do Pará), e FORMAD (Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento).O objetivo do encontro foi discutir as ações prioritárias do Plano Br-163 Sustentável, que envolvem o ordenamento territorial, infra-estrutura, fomento a atividades produtivas sustentáveis e inclusão social e cidadania, propostas estas inseridas no plano original do Governo Federal e que ainda não começaram a ser colocadas em prática.Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lucas do Rio Verde e presidente da coordenação do GTA, Nilfo Wandscheer, esta discussão é importante, uma vez que vai de encontro a sociedade que está situada ao longo do eixo da BR-163 "Estamos vendo o que tivemos de avanço, o que foi realmente executado e o que ainda está no papel em prol da sociedade como um todo, agricultura familiar, extrativistas, enfim, o povo que está a margem da BR, junto com o médio produtor, o grande produtor, a indústria, o comércio que vem se instalando ao longo da BR", disse.Uma comitiva formada por mais de 30 pessoas saiu da capital do estado e em cada município onde é feita a discussão novos integrantes somam-se a comitiva, que nos próximos dias 30 e 31 de outubro estarão reunidos em Santarém no Pará, onde juntamente com mais de 260 lideranças irão discutir estas s no seminário denominado "Plano Br-163 Sustentável: Entraves, Desafios e Expectativas", que contará com a presença já confirmada do diretor do DNIT, Luis Antonio Pagot, Ministro do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), Carlos Minc ministro do Meio Ambiente e do presidente do INCRA.Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Guarantã do Norte, Valter Neves de Moura, é preciso promover as questões sociais, como criação de assentamentos, unidades de conservação, ações ligadas à agricultura familiar entre outros trabalhos agrícolas. "Nos nunca recebemos o boletim mensal que era para ser enviado pelo grupo de trabalho interministerial criado pelo presidente da república, a falta de clareza, a falta de transparência nos preocupa e isso é que vamos cobrar", destacou.Valter ainda disse que o programa criado pelo Governo do Estado, MT Legal não favorece quem reside na Amazônia. "Este programa criado pelo Governo do Estado, o MT Legal, não é tão legal assim. Ele favorece quem vive no cerrado, enquanto nós que vivemos aqui na Amazônia somos sempre responsabilizados pela situação socioambiental da região, o que não é verdade", frisou.
Fonte: A Notícia Digital
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