Com o asfalto deteriorado na maior parte dos cerca de 16 quilômetros de extensão, a Rodovia Engenheiro Cândido do Rego Chaves, a Estrada das Varinhas (SP-39), continua em condições precárias. Trechos sem acostamento, buracos, fissuras e ondulações no asfalto, barro que escorrega das margens e encobre as pistas, sinalização de solo desgastada, placas de trânsito inutilizadas pela vegetação e animais soltos nas margens da rota são exemplos de riscos aos motoristas.A ligação rodoviária é elo entre os distritos de Jundiapeba, Pindorama, Quatinga e Taiaçupeba, onde são intensas as produções agrícolas. Também é usada como alternativa para acessar a Mogi-Bertioga (SP-98), além de ser o endereço do Paraside Resort Golf Village, o antigo Blue Tree Park Hotel, famoso em todo País e palco de importantes eventos empresariais. Estão nas margens da estrada o Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcante e as subestações elétricas de Furnas Tijuco Preto e Santo Ângelo.Apesar da importância social e econômica da Rodovia, o Volume Diário Médio (VDM) sequer aparece nas estatísticas que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), ligado à Secretaria de Estado dos Transportes e responsável pela conservação do acesso, mantém expostas na Internet. Com o carro ainda no trecho municipal, onde a ligação leva o nome de Avenida Presidente Altino Arantes, a reportagem já enxerga, por trás da placa "Início do trecho sob jurisdição do DER", os primeiros sinais de deterioração. Há fissuras no pavimento perto da faixa que divide as pistas em sentidos opostos. O asfalto está cinco centímetros acima do acostamento, este repleto de buracos e lama.Uma exceção na Rodovia é o trecho entre o Hospital Doutor Arnaldo e a Subestação de Santo Ângelo, de aproximadamente dois quilômetros. O pavimento está liso como um tapete, com a sinalização de solo reluzente e o acostamento devidamente podado.O Diário alcançou o Hotel Paradise Resort e, logo depois da entrada do local, o asfalto voltava a ruir, com pequenos pedaços rolando sobre as pistas.Na altura do Parque das Varinhas, a lama da área de emergência tinha sido arrastada sobre o pavimento, causando risco de derrapagens. No local, vacas pastavam à beira da estrada, numa combinação obviamente perigosa.No Nove de Julho, não era visível a placa de indicação da entrada para o bairro. Já nas imediações da empresa de Mineração Hori Ltda., o asfalto formara várias ondulações, além de apresentar rachaduras.Não era melhor a situação nos arredores da Subestação Tijuco Preto, onde a placa de curva à direita ficara escondida por entre o mato e não existiam acostamentos justamente por conta do excesso de vegetação. Viviana Martins, 46 anos, cozinheira e moradora do Bairro Nove de Julho, foi encontrada por O Diário neste ponto. "O estado da estrada realmente deixa a desejar. Ela é muito perigosa, principalmente para as crianças, porque caminhões, ônibus e carros abusam da velocidade. Já fiquei sabendo de vários acidentes. A gente precisa andar no meio das pistas correndo risco de ser atropelada".Simone Barreto, trabalhadora rural em plantação de cogumelo na estrada há apenas um mês, tem medo de circular pela via. "Os carros andam em alta velocidade e não tem lugar seguro para quem está a pé ou de bicicleta", afirma.Logo após o trecho urbanizado do bairro Barrosohá buracos tão fundos que é possível enxergar a terra embaixo do pavimento através deles. No final da rota, uma seqüência de curvas sinuosas era mal sinalizada, com as placas encobertas por excesso de mato.
Fonte: Diário de Mogi
Fonte: Diário de Mogi