segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O Medo de quem transita pela rodovia RS-453

Pioneiro e RBS TV percorreram três trechos e contam o número de buracosO Pioneiro e a RBS TV percorreram três trechos de estradas da Serra castigadas pela falta de manutenção e constataram que 73,4 quilômetros da RS-122, RSC-453 e RS-446 estão deteriorados por centenas de buracos. A série SOS Estradas da Serra mostrará os desafios e perigos a que são submetidos os motoristas e o que o Daer pretende fazer para restaurar as rodovias.As reportagens podem ser vistas também na edição impressa do Pioneiro e no Jornal do Almoço, da RBS TV.Profissionais aconselham motoristas Amigos de longa data, o borracheiro Francisco Nery da Silveira, 52 anos, e o jardineiro Italino Marcon, 65, assistiram à deterioração da RS-122 e aprenderam algumas lições sobre os perigos da rodovia. Marcon, por exemplo, socorreu motoristas que ficaram com o carro danificado e os levou até a borracharia de Silveira, que fica na entrada de Antônio Prado. De tanto dirigir pela rua esburacada a trabalho, ele percebeu que o maior risco está em seguir caminhões.— Quem está no caminhão tem uma visão melhor da pista e vai saber quando desviar. Mas o motorista que estiver atrás, se ficar muito perto, vai acabar caindo no buraco porque não terá tempo de fazer o mesmo. É preciso ter cuidado — aconselha Marcon.O borracheiro conta que a procura dos serviços aumenta nos dias de chuva. Desde que a estrada piorou, atende de quatro a cinco motoristas por semana. A maioria tem o pneu furado ou rasgado e o reparo do prejuízo custa entre R$ 10 e R$ 12. Mas são comuns rodas amassadas e até mesmo suspensões quebradas.— Estou aqui há 20 anos e a condição da estrada piorou há dois anos. Se não fizerem nada, não sei o que vai ser de quem passa por aqui. É preciso ter muito cuidado — ressalta Silveira. O motorista Luis Panozzo Sobrinho, 45, que percorre a estrada há cinco anos transportando passageiros, também está indignado com a má-conservação da pista. Diariamente, ele faz quatro viagens entre Caxias e Antônio Prado. Como medida de precaução, roda em baixa velocidade no trecho sem manutenção. Ele também procura manter distância entre os veículos porque o perigo de colisões são maiores.— Cansei de ver veículos parados por causa de pneus furados, principalmente carros.
Fonte: O Pioneiro