Durante quase três horas, a Comissão de Orçamento do Congresso Nacional ouviu diferentes reivindicações. Cada representante tinha dois minutos para falar em nome de sua cidade ou região. Os líderes propuseram emendas para diversos segmentos, com ênfase à conclusão e duplicação de rodovias – principalmente a BR-116 –, ampliação do Trensurb até Novo Hamburgo, construção de hospitais regionais, investimento no Hospital Santa Clara do Complexo Hospitalar Santa Casa, construção do aeroporto da serra, apoio a centros tecnológicos e ao pólo tecnológico da região Noroeste, rotas turísticas e ligação asfáltica para mais 117 de municípios gaúchos ainda não atendidos. O relator da Comissão, senador Delcídio Amaral, explicou que o Rio Grande do Sul terá direito a 17 emendas – além de outras três que poderão ser remanejadas – e que a bancada gaúcha resolveu trabalhar de forma conjunta, apresentando emendas de bancada e não individuais, para fortalecer o processo. Pelo menos uma emenda popular por Estado será absorvida por intermédio dos seminários regionais. Ele explicou que 40% dos recursos incluídos no orçamento da União serão destinados a cobrir serviços da dívida pública. Para o Estado, estão previstos investimentos em educação (R$ 924 milhões), saúde (R$ 1,89 bilhão), investimentos gerais (R$ 1,232 bilhão), infra-estrutura (R$ 1,39 bilhão) e Programa de Aceleração do Crescimento (R$ 977 milhões). Os principais recursos são para a BR-101 (R$ 141 milhões), portos (R$ 118 milhões), BR-392 (Rio Grande–Pelotas) e BR-116 (R$ 71 milhões). O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Alceu Moreira (PMDB), elogiou a iniciativa, ressaltando a importância de se democratizar o debate sobre a peça orçamentária. “Durante muito tempo esse foi um assunto de conhecimento de poucos”, destacou. “Esse encontro deve ser saudado como um novo momento, onde não podemos mais permitir que os interesses particulares se sobreponham aos de todos”, acrescenta.
Fonte: Gazeta do Sul
Fonte: Gazeta do Sul