A SP-42 é uma das três rodovias que ligam o Vale do Paraíba ao sul de Minas Gerais. E quem escolhe esse trajeto sente na estrada a divisa entre os dois estados. É que o trecho mineiro está sendo recapeado, enquanto na parte paulista da rodovia o que se vê são sinais de abandono e falta de conservação A rodovia vereador Julio da Silva, conhecida como SP-42 é da década de 70 e tem uma curta extensão. São apenas 11 quilômetros entre o trevo da SP-50 em Santo Antônio do Pinhal e o sul de Minas Gerais. No percurso, ela se mistura com a MG-173. O trecho mineiro tem 9 quilômetros, e está sendo recuperado. As máquinas trabalham até nos fins de semana. O que os motoristas reclamam é da falta de conservação do asfalto no trecho paulista. Na divisa entre os dois estados a diferença na estrada é ainda mais evidente. No trecho mineiro, o asfalto está todo recapeado. No trecho paulista o asfalto é antigo e cheio de buracos. É na região de São Bento do Sapucaí que o asfalto tem muitas trincas e os carros passam trepidando pela estrada. Há alguns remendos que provocam desnível na pista, isso quando eles não encobrem a sinalização. O abandono também é visível na base da Polícia Rodoviária que está desativada. Segundo o DER de São Paulo, uma empresa é contratada para fazer o recapeamento do trecho paulista, mas apenas para reparos emergenciais. E para responder sobre os problemas das estradas da região, o secretário de Transportes do estado de São Paulo, Mauro Arce, foi até o estúdio do Vanguarda TV 1ª edição para esclarecer dúvidas. Sobre a SP-42, o secretário informou que o governo do Estado está providenciando o recapeamento completo da SP-42 e já está contratando uma empresa para fazer a obra. Provavelmente no próximo ano a estrada vai estar recuperada. Foi perguntado também sobre a rodovia Dom Pedro e o complexo Carvalho Pinto/ Ayrton Senna. “No caso da Ayrton Senna/ Carvalho Pinto, o preço do pedágio vai diminuir. Hoje, para se fazer uma viagem de São Paulo a Taubaté, se paga R$ 27 de cobrança. Agora será R$ 13 e vai validar a partir da posse da nova empresa que administrará a rodovia. No caso da Dom Pedro I, muitas melhorias estão previstas para acontecer, como a construção de marginais. O preço do pedágio será o mesmo, já que está defasado", disse o secretário. Arce informou que o governo do Estado está investindo R$ 1,5 bilhão na restauração das estradas vicinais. “Para a região do Vale do Paraíba são mais de R$ 500 milhões. Até o fim do próximo ano, todos os acessos de todas as cidades do estado de São Paulo serão recuperados”, afirma. A obra na rodovia do Livro, que liga Caçapava a Monteiro Lobato também foi lembrada. Arce afirmou que a estrada está sendo recuperada, mas devido a problemas com a empresa que fazia a obra (ela rescindiu o contrato), foi feita uma nova licitação para que as obras fossem retomadas. Durante a entrevista, o secretário falou sobre o viaduto da rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, na entrada de Santo Antônio do Pinhal. Houve atraso no final da construção, mas a previsão de término é para dezembro deste ano. Tamoios Um dos temas polêmicos da secretaria de Transportes é a rodovia dos Tamoios. A obra de duplicação, que havia sido prometida pelo ex-governador Geraldo Alckmin, ainda não começou. Mauro Arce rebate que não existia projeto para sua duplicação, mas há estudos de obras para melhorar o fluxo de carros na parte de planalto da Tamoios. “Estamos retomando o assunto, temos verbas para fazer ampliação de pontes e estamos esperando resolver o problema da licença ambiental para isso”. Sobre o número de caminhões na Tamoios, devido às obras da Petrobras, o secretário informou que é surpreendente o fluxo dos caminhões. “Inclusive surpreendeu o governo do Estado e a secretaria de Meio Ambiente está checando o caso. Há um período certo para os caminhões da obra circularem na rodovia e o tráfego na estrada será resolvido antes do final da temporada”, promete Arce. Quanto à Oswaldo Cruz, as obras estão sendo realizadas no trecho de serra com financiamento do BID (Banco Internacional de Desenvolvimento). Arce afirma que virão mais obras em benefício da população. “A concessão da Ayrton Senna vai fazer com que esta estrada seja interligada até a Oswaldo Cruz. Assim, o motorista não necessitará ir até a Dutra, em Taubaté, para acessar a Oswaldo”, diz Mauro. Sobre o Vale histórico, um problema que o Vanguarda TV tem acompanhado é a interdição da rodovia dos Tropeiros, que liga Queluz a Areias. Em 2005, houve desmoronamento da pista e desde então, os motoristas têm que usar um caminho precário dentro de uma fazenda de eucaliptos. Até agora o problema não havia sido resolvido. Segundo o Arce, a obra não foi feita porque é complicada nos aspectos ambientais. Porém, a notícia que ele tem é que elas já estão sendo feitas e terminarão em dezembro.
Fonte: VNews
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