Independente de horário, motoristas têm que redobrar a atenção ao cruzar pela rodovia “Guairá-Porã” ELDORADO - As rodovias estaduais da região de fronteira entre Brasil e Paraguai, principalmente os trechos de rodovias que compõem a "Guairá-Porã" e ligam a região de Sanga Puitã, em Ponta Porã a Eldorado, no extremo sul do Estado em Mato Grosso do Sul, não suportam mais os paliativos "tapa-buraco" realizados regularmente pelo Governo do Estado.Construída há décadas, os cerca de 240 quilômetros da rodovia Guairá-Porã (composta por três trechos de rodovias estaduais: MS-386, MS-156 e MS-295), principal elo entre a região de fronteira com o Paraguai ao Estado do Paraná e principal rota para o escoamento da safra e entrada de produtos industrializados na região, estão com o asfalto deteriorado pela ação do tempo, aliado ao grande fluxo de veículos de carga e, portanto, as ações paliativas já não surtem mais efeito.Preocupados com a situação dos trechos da Guairá-Porã que liga o município a Amambai e a Iguatemi, sede da Comarca, os vereadores de Tacuru aprovaram por unanimidade e assinaram em conjunto, no mês de agosto, uma indicação do vereador Antônio Marcos Palhano, o "Marcão" (PSDB), pedindo o recapeamento da Guairá-Porã, por parte da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimento), órgão do Governo de Mato Grosso do Sul, responsável pela manutenção das rodovias estaduais em MS.Em resposta à indicação dos vereadores tacuruenses, o "gerente" da 11ª Regional da Agesul em Amambai, engenheiro Stéfano Andrade de Brida, encaminhou dois ofícios à Câmara Municipal, um informando que o pedido de recapeamento da rodovia solicitado pelos vereadores de Tacuru foi encaminhado para a Assessoria Espacial da Agesul, em Campo Grande, para análise técnico e outro informando que a partir daquele mês (agosto) operações tapa-buracos, até então paralisadas, seriam retomadas.EquipesPor conta da situação precária das rodovias estaduais pavimentadas da região, as equipes de tapa-buraco de empresas terceirizadas que prestam serviços para o Governo do Estado não dão conta de manter as estradas em condições de rodagem, já que, quando acabam de fazer as "gambiarras" em um determinado trecho, outros já estão totalmente "esburacados", novamente, como é o caso dos trechos da MS-156, entre Tacuru e Amambai e da MS-295, entre Tacuru e Iguatemi, que nem bem as equipes de tapa-buraco conseguem completar um setor, já tem que retornar para refazer todo o trabalho novamente por conta de novos buracos que surgem."A única saída para esses dois trechos de rodovias seria a realização de um recapeamento total", disse o vereador Marcão ao ressaltar que pediu ajuda para todas as Câmaras de Vereadores da região."Enviei cópia da indicação aprovada aqui em Tacuru, pedindo apoio para as Câmaras de Amambai, Iguatemi, Sete Quedas e Paranhos para que também aprovem matérias no mesmo sentido, cobrando do Governo do Estado o recapeamento da Guairá-Porã, pois a precária situação dessa rodovia está afetando diretamente todos esses municípios", finalizou o vereador.outras rodoviasA preocupação, sobretudo dos vereadores de Tacuru está em relação à rodovia Guairá-Porã, mas esse não é o único trecho de rodovia estadual pavimentada com problemas na região de fronteira com o Paraguai.No trecho da rodovia MS-156, que liga Amambai a Caarapó, inaugurada oficialmente há pouco mais de dois anos, vários problemas, entre eles muitos buracos, já podem ser detectados.Um dos problemas mais graves está sobre a ponte do Rio Piratini. A falta de escoamento faz acumular um grande volume de água sobre a estrutura de concreto da ponte em dias de chuva, colocando em risco a segurança dos transeuntes.Outros trechosOutros trechos de rodovias estaduais que também estão deteriorando na região de fronteira são os trechos da rodovia MS-289 entre Amambai e Coronel Sapucaia, da MS-160 entre Tacuru e Sete Quedas e da rodovia MS-295 entre Iguatemi e Eldorado, que recentemente recebeu obras de recapeamento, mas já apresenta trechos com defeito.Sinônimo de prejuízoPor se tratar de uma região cuja economia é movida pelo agronegócio (agricultura e pecuária) a precária condição do asfalto das rodovias pavimentadas que cortam a região é sinônimo de prejuízos, tanto para os caminhoneiros, para as transportadoras como para os produtores da região, já que, por conta das condições das rodovias, que danificam pneus e a parte mecânica dos veículos de carga, os frentes acabam saindo mais caros.Com a elevação no preço do frete quem também acaba sendo prejudicado diretamente é o consumidor, já que os prejuízos arcados pelos comerciantes durante o transporte dos alimentos e das mercadorias industrializadas que chegam à região, acabam sendo divididos com os consumidores nas prateleiras dos supermercados e das lojas.GovernoSe houver vontade política o Governo do Estado terá como solucionar o problema da precariedade das rodovias estaduais da região, sobretudo da Guaira-Porã e recursos para isso não irá faltar.A previsão de arrecadação do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul) para o ano que vem (2009) é 19% maior que o arrecadado no decorrer desse ano que gira em torno de R$ 160,5 milhões.
Fonte: O Progresso
Fonte: O Progresso