Falta de acostamento, falhas na sinalização de solo, placas com baixa visibilidade por causa do mato, fissuras e remendos sobre o pavimento. Acesso às estradas Governador Carvalho Pinto (SP-70) e Presidente Dutra (BR-116), a Rodovia Henrique Eroles, a Mogi-Guararema (SP-66), apresenta problemas em quase todos os 27 quilômetros. Com um Volume Diário Médio (VDM) de 7,3 mil automóveis, a rota - muito utilizada por caminhões carregados de eucaliptos - requer uma manutenção mais freqüente, além de novos investimentos.O Diário tentou consultar o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), ligado à Secretaria de Estado dos Transportes e responsável pelo acesso, mas ontem, Dia do Funcionário Público, os telefonemas não foram atendidos.Logo nos primeiros metros há vários buracos no acostamento direito, em direção a Guararema. No lado esquerdo, nas imediações da entrada para o clube Feital Velho, a área para pedestres, ciclistas e veículos em emergências estava repleta de lama e poças d’água. Alguns metros à frente, o pavimento apresentava condições impecáveis, mas o mesmo não acontecia com as placas, muitas delas encobertas pelo matagal, como a que deveria indicar curva acentuada à direita. Logo em seguida havia trecho de várias curvas em seqüência totalmente desprovido de acostamento. Neste ponto o asfalto também estava em excelente estado, mas o acostamento, mais uma vez, não contava com pedras de cascalho, favorecendo a formação de lama.Já na altura de Sabaúna as pistas tinham defeitos: rachaduras e buracos. Nos arredores O Diário encontrou a defensa lateral amassada. Mais rachaduras cerca de 500 metros antes da Base da Polícia Militar Rodoviária, no sentido Guararema. Já em frente à base o asfalto tinha vários remendos e fissuras.A viagem alcança Guararema, no bairro de Luiz Carlos, onde as pistas tinham ondulações e o acostamento vários buracos em ambos os lados da estrada. Na altura do quilômetro 70, duas placas, uma indicando a velocidade máxima permitida na estrada e outra a alta circulação de pedestres no ponto, não eram visíveis por causa do excesso de vegetação.No quilômetro 72, a reportagem constatou asfalto recém-colocado quebrado e pedaços dele espalhados pelo pavimento. Também teve a visibilidade prejudicada, por causa da falta de poda, a placa que naquele ponto deveria avisar aos motoristas sobre curvas perigosas na estrada dali até os próximos três quilômetros.Quatro quilômetros à frente não havia acostamento e o pavimento apresentava pequenas rachaduras. No ponto, a faixa de solo para separar as pistas de sentido contrário estava apagada. O mesmo aconteceu com as indicações de "Devagar" e "Atenção".Ainda em Guararema, na altura do bairro Freguesia da Escada, o asfalto tinha fissuras e esfarelava em pequenos pedaços. Nas imediações da ponte "Ribeirão Três Ilhas", já no bairro Cerejeiras, a faixa de separação das pistas tinha falhas. Nos arredores, era possível observar vários remendos sobre as pistas, que cediam facilmente conforme a passagem dos veículos.A situação precária era a mesma até a chegada ao entroncamento com a Dutra.
Fonte: Diário de Mogi
Fonte: Diário de Mogi