O Consórcio Triunfo Participações e Investimentos (TPI), de São Paulo, venceu ontem o leilão promovido pelo Governo do Estado e administrará as rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto (SP-70) pelos próximos 30 anos. A expectativa é que, nas mãos da iniciativa privada, a tarifa dos pedágios cobrada nas duas praças existentes na Região do Alto Tietê seja reduzida. Hoje, um veículo de passeio que passa por Itaquaquecetuba e Guararema paga R$ 8,60 em cada uma das cidades.A disputa pelos 142 quilômetros das duas rodovias, que ligam a capital paulista a Jacareí, atraiu seis concorrentes. A TPI venceu ao apresentar uma proposta onde garante que pode fazer os investimentos necessários e garantir a conservação das duas vias cobrando um pedágio de R$ 0,048560 por quilômetro, um deságio de 54,9% em relação ao valor estipulado no edital. O complexo viário receberá um investimento de R$ 903 milhões em melhorias nas próximas três décadas, o que inclui a construção de uma terceira faixa no trecho compreendido entre os quilômetros 45 (altura do trevo da Mogi-Dutra) e 56 (divisa com Guararema).Logo atrás da TPI, em segundo lugar no leilão, ficou o Consórcio Primav Eco Rodovias, que ofereceu o preço de R$ 0,058899 por quilômetro. Na seqüência, vieram BR Vias (R$ 0,077393), Invepar (R$ 0,079734), CCR (R$ 0,095824) e Cibe (R$ 0,096040). Para assumir a administração da Ayrton Senna e da Carvalho Pinto, a empresa terá de pagar uma outorga de R$ 594 milhões ao Governo do Estado no prazo de 18 meses, sendo 20% no ato da assinatura do contrato, que deverá acontecer até dezembro. O consórcio obteve um empréstimo de R$ 200 milhões do Banco Votorantim para garantir o negócio.Na primeira entrevista à Imprensa após arrematar o trecho, o presidente do Consórcio Triunfo, Carlo Bottarelli, afirmou que pretende reduzir o valor da tarifa na SP-70. "O executivo explicou que o preço do pedágio da Ayrton Senna-Carvalho Pinto será igual ao da Rodovia Presidente Dutra, e que isso deverá tirar um tráfego de 20 por cento da Dutra, o equivalente a cerca de 6 mil veículos por dia", escreveu o repórter Alberto Alerigi Jr. no Portal Exame. Hoje, por causa da tarifa menor (R$ 4,20), muitos mogianos optam por ir a São Paulo utilizando a estrada federal.Segundo a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o preço exato dos pedágios será divulgado nos próximos dias. Também ontem, foram concedidas à iniciativa privada outras três rodovias: Raposo Tavares (arrematada pela Invepar/OAS), Marechal Rondon (BR Vias SP no trecho Oeste e Brasinfra no Leste) e D. Pedro I (Integração). O governo arrecadou R$ 3,4 bilhões. Agora, as vencedoras passam pela fase de habilitação, que deve estar concluída até dezembro.
Fonte: Diário de Mogi
Fonte: Diário de Mogi