Usuários da BR-277 vão encontrar novidades no atendimento. Na BR-376 será a primeira temporada com pedágioEstrutura de socorro da Ecovia é reforçada durante os meses de temporada de verãoFim de outubro. Calor. A partir das próximas semanas, o movimento nas rodovias que dão acesso aos litorais do Paraná e Santa Catarina, as BRs- 277 e 376, ganham fluxo extra, especialmente durante os finais de semana até o início oficial da temporada, que deve acontecer entre 13 e 19 de dezembro. Depois disso, o movimento fica quase que constante. Só a Ecovia, concessionária responsável pelo trecho da BR-277 entre Curitiba e o Litoral paranaense, estima que até março mais de 1,5 milhão de veículos circulem pelos dois sentidos da rodovia, uma alta de 25% em relação à temporada passada, quando 1,2 milhão de veículos usaram a BR-277 com destino às praias do Paraná.Na BR-376, o movimento é maior ainda. Rodovia de ligação para o litoral catarinense e para Guaratuba via Garuva, o tráfego é até mais intenso que na BR-277. Esta será a primeira temporada com cobrança de pedágio no trecho que sai de Curitiba e vai até a divisa com Santa Catarina. Mas, neste caso, a concessionária responsável ainda não tem data para iniciar a cobrança, embora desde agosto ofereça todos os serviços de uma rodovia pedagiada. Serviços de atendimento ao usuário, como atendimento médico de emergência, socorro mecânico, telefones 0800, viaturas de inspeção de tráfego, de combate a incêndio e apreensão de animais, também vão funcionar temporariamente sem a cobrança da tarifa.Isso se deve ao atraso na construção das praças de pedágio, que deveriam ter começado a funcionar em agosto, mas, devido a alguns imprevistos, não ficaram prontas. “O principal motivo do atraso foram os problemas com a desapropriação das áreas onde as praças foram instaladas. Alguns terrenos foram comprados, porém houve a necessidade de alguns decretos para utilização de outros. Por isso concluímos até agora somente pequenas obras de recuperação de rodovias como tapar buracos, melhorar a sinalização e cortar o mato que avançava sobre as pistas” afirmou Cláudio Luiz de Carvalho, coordenador de comunicação da empresa espanhola OHL, a qual é responsável pela implantação de pedágio em cinco rodovias federais brasileiras.Segundo Carvalho, o atraso não deve causar aumento significativo nos preços das tarifas inicialmente propostas, que só passarão a ser cobradas quando a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) concluir as vistorias técnicas que garantem o cumprimento de todas as regulamentações. “Não temos prazos definidos para começarmos a cobrar as tarifas, mas a princípio o valor continua o mesmo, só falta a ANTT dizer que está tudo certo. Se houver alguma alteração, vai ser no ano de aniversário do contrato e de acordo com o medidor de inflação oficial, no caso o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)”, garantiu.Na Ecovia — Embora oficialmente a temporada tenha início somente em meados de dezembro, para a Ecovia ela começa no dia 1º de dezembro. e com mais de um mês de antecedência, praticamente já fechou o planejamento. Todos os serviços da concessionária foram reforçados. A temporada toda via contar com 9 guinchos (incluindo um com guindaste para grandes cargas), oito veículos de inspeção de tráfego, que percorrem o asfalto 24 horas por dia, cinco ambulâncias e equipes de socorro, além de três veículos de apoio e um caminhão de atendimento para cargas perigosas e incêndios.Além disso, a partir de 1º de dezembro, os veículos de socorro que percorrem os trechos concessionados vão prestar apoio aos motociclistas. Antes, quando uma moto tinha problema na estrada, um guincho era deslocado para levar o veículo ao pátio da Ecovia. Agora os carros de socorro estão adaptados, e eles mesmo farão o serviço, reduzindo o tempo de espera. As motos representam 10% do total de acidentes ou problemas mecânicos na BR-277, e a demanda de motos vem aumentando na rodovia nos últimos anos. Na tem prada 2007/2008, foram mais de 100 mil motos circulando pelo trecho. A adaptação vai liberar os guinchos da empresa para atender apenas veículos maiores.Outra demanda é a aquisição de um caminhão guincho equipado com guindaste para destombamento de caminhões. Com isso, a Ecovia estima mais rapidez para liberar a BR em caso de acidentes envolvendo caminhões de grande porte, especialmente aqueles que carregam contêineres, comuns no trecho entre Curitiba e Paranaguá.
Fonte: Bem Paraná
Fonte: Bem Paraná