quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Município repassa área para que Estado construa nova escola no Povo Novo

A duplicação da BR-392 (estrada que liga Rio Grande a Pelotas) acarretará na demolição de parte de duas escolas localizadas às margens da rodovia: a Escola Estadual de Ensino Médio Alfredo Ferreira Rodrigues e a Escola Municipal Olavo Bilac. A primeira situa-se na localidade do Povo Novo e a segunda na Vila da Quinta. Esta última é de propriedade da Prefeitura que está à procura de novos espaços.Entretanto, para que o Estado possa garantir a continuidade das aulas aos alunos da Escola Alfredo Rodrigues, o Município precisava repassar a área onde o estabelecimento de ensino se situa para que o governo desse início aos trâmites legais necessários à construção de um novo prédio. Após meses de espera, tal procedimento foi realizado durante a campanha eleitoral deste ano.Segundo o coordenador adjunto da 18ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), José Soares, como se tratava de um repasse entre dois poderes públicos, o prefeito Janir Branco encaminhou projeto-de-lei à Câmara Municipal, que aprovou o documento cedendo o terreno. "Atualmente o processo encontra-se em estudo na Secretaria do Estado de Educação para que depois seja aberto à licitação", explica Soares.De acordo com ele, além de atender a atual demanda, o novo prédio pretende acolher alunos que deverão chegar ao Povo Novo devido ao crescimento da região. Estima-se que haja uma nova demanda de 30% após o início da duplicação da rodovia federal.A obra consiste na construção de novas sete salas de aula, recepção, secretaria, refeitório, biblioteca, entre outras instalações necessárias. "Será um prédio totalmente novo", argumenta Soares.A obra será custeada com a indenização a ser paga pelo Dnit, devido à desapropriação do terreno para a duplicação da BR-392.A Escola Estadual Alfredo Ferreira Rodrigues, localizada no Povo Novo, tem cerca de 550 alunos. O prédio, fundado em 1º de abril de 1939, deverá ser derrubado, restando apenas o pavilhão novo construído há quatro anos.
Fonte: Agora