Estrada está, em diversos trechos, praticamente sem condições de trafegabilidade devido ao abandono das obras As obras no eixo norte da RSC-471, entre Santa Cruz do Sul e Barros Cassal, estão paralisadas desde maio de 2004 com o fim dos recursos do financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No início do ano passado, o governo gaúcho passou a pleitear a federalização do trecho com o argumento de que as obras integrariam o chamado elo faltante da BR-153 no Estado, que coincide com a RSC-471. A expectativa com a federalização era obter o reinício das obras com a inclusão do trecho no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por ser um dos eixos estruturantes do plano de governo. O deputado Sérgio Moraes destaca que sem a incorporação à rede rodoviária federal não havia como colocar recursos para as obras no orçamento da União. O parlamentar afirma que a luta agora será no sentido de garantir verbas para o próximo ano. Moraes ressalta o empenho da bancada gaúcha, em especial do deputado Mendes Ribeiro Filho, que como presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso serviu como divisor de águas. O senador Sérgio Zambiasi classificou a assinatura da portaria pelo ministro como um “golaço” para a região e o Estado. Ressalta que a parte mais difícil foi vencida e agora o Daer terá que agilizar o repasse do patrimônio ao governo federal. Explica que a bancada gaúcha mais uma vez dará apoio neste processo, mas também será importante a mobilização dos prefeitos e demais líderes da região. Observa que o secretário estadual de Infra-Estrutura e Logística, Daniel Andrade, informou que ainda hoje pretende se reunir com o Daer para iniciar o levantamento dos dados. O senador explica que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, assumiu o compromisso de incluir no orçamento da União recursos para a conclusão da rodovia entre Barros Cassal e Vera Cruz com a incorporação do trecho à malha federal, independente de emenda parlamentar. Zambiasi mostrou confiança em relação ao reinício das obras ainda no próximo ano. “É necessário cautela nos próximos passos e boa vontade política”, ressaltou. O líder de governo, Henrique Fontana, afirma que o Vale do Rio Pardo será beneficiado pela federalização, pois a RSC-471 representa o desafogamento do fluxo de escoamento da produção gaúcha, em especial a das regiões Norte e Nordeste, além de uma significativa redução na distância para umas das principais portas de saída do Estado, o Porto de Rio Grande e o Uruguai. “Sem dúvida, depois de análises técnicas dos projetos, o governo federal entendeu ser fundamental federalizar esses trechos. Ganha o Estado e, especialmente, a economia gaúcha que terá estradas em melhores condições de trafegabilidade, além de encurtar distâncias”, disse o deputado.
Fonte: Gazeta do Sul
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