quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Lei seca reduz morte de motociclistas em Santa Catarina

Rodovias federais foram as maiores responsáveis pela redução de mortalidadeA lei seca freou as mortes de motociclistas nas rodovias de Santa Catarina. De 20 de junho, quando entrou em vigor, a 30 de setembro deste ano, 44 morreram em BRs e SCs que cortam o Estado, um número 25% inferior ao mesmo período do ano passado. Se comparados os dados desde o dia 1º de janeiro, a redução da mortalidade em relação a 2007 é de apenas 8%. As rodovias federais foram as maiores responsáveis pela diminuição. Enquanto nas SCs, aumentou em cinco o número de mortes desde 20 de junho, nas estradas federais caiu quase pela metade, de 41 para 21. Nas BRs, a quantidade de mortes sobre duas rodas já vinha apresentando queda, independentemente da lei. De 1º de janeiro a 30 de setembro deste ano, foram 68 óbitos, contra 99 em 2007. Para Vilson Bossei, inspetor e chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a redução é conseqüência da lei porque "antes a tendência era aumentar o número de óbitos com o aumento da frota". Bossei conta que antes da vigência da lei, quando comparado um mês isolado de 2008 com o mesmo do ano anterior, havia um aumento de 5% nas mortes nas rodovias federais. Depois da lei, Bossei afirma que houve um redução de 5%. O aumento da fiscalização também é outro motivo da redução. Bossei ressalta que a PRF no Estado é uma das que mais fiscalizava as BRs, antes mesmo da lei. Mas que após a vigência, o trabalho foi intensificado e que os próprios motoristas começaram a mudar de atitude. No primeiro semestre deste ano, 335 pessoas foram detidas nas rodovias federais por embriaguez. No mesmo período de 2007, foram 279 casos assim. Apesar de a Lei Seca ter impactado positivamente no trânsito catarinense, o inspetor ressalta que a falta de atenção continua sendo o principal motivo de acidentes nas BRs e que com os motociclistas não é diferente. Além disso, Bossei diz que apesar de a as pessoas mortas em acidentes com motos, estarem usando os equipamentos corretos, não há capacete que resista a uma batida forte. Traumatismo craniano é a principal causa de morte Presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego de Santa Catarina (Abramet-SC), Guilherme Guerreiro da Fonseca revela que 95% das mortes de motociclistas em acidentes têm como causa o traumatismo crânio-encefálico. Fonseca também informa que a maioria dos acidentes com motocicletas no Brasil ocorre com homens entre 16 a 24 anos. Nas rodovias estaduais, quando analisado apenas o número de motociclistas mortos, o quadro manteve-se estável, depois da vigência da Lei Seca. Entre 20 de junho a 30 de setembro deste ano, 23 pessoas morreram em acidentes com motos e motonetas. Em 2007, foram 18 vítimas fatais. No entanto, dados divulgados pela Polícia Militar Rodoviária Estadual (PMRv), em setembro, mostraram que após a lei o número de mortes de todo tipo de condutor por acidente nas rodovias estaduais diminuiu 39,77%. Para chegar a esse percentual, a PMRv comparou 82 dias antes e depois do dia 20 de junho deste ano. De 29 de março a 19 de junho (antes da lei), foram 88 mortes. Já do 20 de junho a 10 de setembro (após a lei), foram 53 óbitos.
Fonte: Diário Catarinense