SÃO LUÍS - No dia da escolha dos prefeitos e vereadores não foi permitida a venda de bebida alcoólica das 5h às 18h. A “Lei Seca”, que é regulamentada em cada estado por seus respectivos órgãos de segurança pública, proibiu a venda de bebida alcoólica em bares, restaurantes e em outros estabelecimentos. Mas, em São Luís, algumas pessoas não respeitaram a determinação judicial. Até as 14h de ontem, nenhum órgão responsável pela fiscalização da portaria havia aberto procedimento policial contra os donos dos estabelecimentos. No Maranhão, a “Lei Seca” foi determinada pela portaria nº 582/2008, assinada pela Secretaria de Segurança Cidadã (Sesec).Na avenida Litorânea, várias pessoas, antes e depois de votar, se deslocaram para os bares e aproveitaram o resto do dia para consumir cerveja e outras bebidas com teor alcoólico. Em alguns bairros também não foi difícil presenciar o consumo de bebidas em bares e restaurantes. Nenhuma espécie de fiscalização foi feita no dia das eleições, o que acabou facilitando o desrespeito à norma.No Bar do Henrique, na avenida Litorânea, como em quase toda a extensão da avenida, várias pessoas consumiam cerveja à vontade. No Monte Castelo, Bequimão e Cohama, vários bares abriram e venderam esse tipo de bebida normalmente. “Nós já votamos e cumprimos o nosso dever cívico, portanto, não é crime tomar uma “cervejinha” no fim do dia. Trabalhamos, pagamos nossos impostos e não vamos nos privar de um lazer depois da obrigação”, afirmou o segurança David André Lima, que reuniu-se com um grupo de amigos na avenida Litorânea após votar.MaiobaProprietários de pelo menos três estabelecimentos comerciais localizados na Estrada da Maioba (MA-206) foram flagrados vendendo bebida alcoólica, desrespeitando a “Lei Seca”.Clientes foram surpreendidos consumindo cerveja no Bar do Barriga, Ceará Bar e Restaurante e Restaurante Amigo Bar, os três situados na Maioba, às margens da MA-206. Porém, a venda de bebidas alcoólicas estava proibida desde a meia-noite do sábado último. Ainda na MA-206, algumas pessoas comemoravam o aniversário de um amigo em um sítio. A portaria não impedia o consumo em casa, e os eleitores alegaram que haviam votado antes de começar a festa.“O voto é nosso direito, e foi a primeira tarefa do meu domingo. Só depois de votar é que iniciei a festa”, disse o eleitor Nilson Diniz Paixão, 43 anos, mostrando o comprovante de votação para O Estado.No bairro Cohama, foi comum observar-se pessoas consumindo bebidas alcoólicas na porta de suas casas e próximas a locais de votação.O engenheiro aposentado Luís Alberto Lima, 59 anos, que no início da tarde de ontem bebia um cerveja em lata próximo ao Colégio Dom Pedro II, explicou que já havia cumprido seu dever cívico e, como não estava dirigindo, aproveitou para se refrescar do calor. “No momento estou esperando minha esposa, que está votando. Como é ela que está dirigindo, acho que não tem problema em tomar minha cervejinha”, declarou ele.
Fonte: O Estado
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