Ponta Grossa - A lei que tornou mais rigorosa a penalidade para quem dirigir alcoolizado completa quatro meses hoje. Desde junho, quando a chamada lei seca (11.705) entrou em vigor, ocorrem menos mortes nas estradas e nas cidades. Levantamento da Polícia Rodoviária Federal mostra que entre 20 de junho e 19 de outubro deste ano, 84 pessoas morreram em acidentes nos 1.110 quilômetros administrados pelo órgão no Paraná, contra 127 óbitos registrados no mesmo período do ano passado. A redução foi de 34%. “Significa, em números absolutos, que 43 mortes foram evitadas”, afirma o responsável pela Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal no Estado, Fabiano Moreno. Já total de batidas com feridos aumentou 8,6%. Enquanto em 2007, no período analisado, houve 1.198 acidentes com vítimas, neste ano, o número subiu para 1.302. “Esse aumento ocorreu em razão do crescimento da frota”, aponta Moreno. A Polícia Rodoviária Federal emitiu neste ano 198 multas contra motoristas alcoolizados, dos quais 190 foram detidos. Pela lei, quem for pego dirigindo com mais de 0,2 gramas de álcool por litro de sangue perde o direito de dirigir por um ano, paga multa de R$ 957,70 e tem o carro retido. Se ultrapassar a marca de 0,6 g, além das penalidades anteriores, é detido. Apesar de poder pagar fiança, responde a processo cuja detenção pode variar de seis meses a três anos. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) registrou, entre julho e agosto deste ano, nas capitais brasileiras, 981 mortes em acidentes, contra 1.055 do mesmo período do ano passado. Para o advogado especialista em trânsito Marcelo Araújo, a lei seca está mudando o comportamento da sociedade, mas algumas pessoas não se conscientizaram por falta de blitze específicas mais freqüentes.
Fonte: Gazeta do Povo
Fonte: Gazeta do Povo