A Associação de Moradores do Bolaxa entregou um ofício, no final da tarde de ontem, ao promotor José Alexandre Zacchia Alan, da Promotoria de Justiça Especializada, pedindo sua intervenção no processo de duplicação da RS-734, rodovia que liga o centro do Rio Grande ao Cassino, especificamente em relação ao entroncamento da estrada com a rua D. Anna Pernigotti (Corredor do Bolaxa). A intervenção foi solicitada para garantir a segurança e preservar a qualidade de vida dos moradores da localidade. Conforme a associação, após busca de informações com os órgãos competentes e conhecimento do projeto em execução, foi observado que, além de não contemplar medidas de proteção, o entroncamento irá prejudicar a atual situação dos moradores.No ofício, é relatado que a rua D. Anna Pernigotti é o "centro" do bairro, nela havendo a igreja, a Escola Ana Néri, associações comunitárias e o futuro posto de saúde, previsto para fevereiro de 2009. Ao redor do cruzamento, encontra-se a maior parte do comércio local, procurado por moradores dos dois lados da estrada. Essa também é a única via que integra os dois lados do bairro e sua interrupção se tornaria uma divisão física e subjetiva em formas cotidianas de viver há muito estabelecidas. “Como a região ainda preserva características rurais, é comum o cruzamento de gado através do entroncamento, bem como de carroças, ciclistas, e inúmeros pedestres, incluindo muitos idosos e crianças que se dirigem à escola. Não existe nenhum elemento no projeto que contemple ou sequer faça menção a nenhum desses fatores, como se fossem banidos a partir da duplicação da RS-734", destaca o documento.Outro fato observado pela Associação é que esta rua é um dos vetores importantes de crescimento do Município, ligando a RS-734 à BR-392, além de ter ligações com a zona portuária e o distrito industrial. Ronaldo Costa, secretário e assessor de qualidade ambiental da Associação, diz que existe previsão de criação de novos bairros ao longo do Corredor do Bolaxa, o que promoveria grande aumento do fluxo de veículos, originando a necessidade de medidas de proteção também para os pedestres que circulam pela RS-734 e pelo Corredor do Bolaxa, além de diretrizes e condicionantes para a velocidade máxima permitida. A Associação tem informações de que a velocidade atual permitida no entroncamento, de 50 quilômetros por hora, aumentará bastante (para 80 quilômetros por hora) para evitar engarrafamentos na rodovia. "Entende-se a equação acessibilidade-mobilidade, mas é importante preservar a vida", salienta.No entendimento da Associação, a velocidade atual já é elevada, sendo que já foram registrados acidentes e atropelamentos no entroncamento. E o aumento para 80 quilômetros por hora é inaceitável dentro de uma zona urbana. Devido a esses fatores, a Associação pede a intervenção, urgente, do MP para que seja feito um estudo junto à comunidade para elaboração de um projeto visando a uma travessia segura. E ainda que sejam adotadas as melhores medidas possíveis para preservar a qualidade de vida e garantir a segurança no bairro.
Fonte: Agora
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