Em menos de um ano, mais de quarenta chineses foram presos ao entrar no Brasil pelas fronteiras da região Os Estados do Acre e Rondônia vêm sendo usados como rota dos “coiotes” que trazem imigrantes chineses de forma ilegal para o Brasil. No período de janeiro a outubro deste ano, foram presos 48 clandestinos tentando entrar em território brasileiro pelas fronteiras do Acre, através de Assis Brasil, e por Rondônia, via Guajará-Mirim. A prisão mais recente ocorreu no mês passado, quando a polícia surpreendeu o “coiote” brasileiro Márcio Adeodato Damasceno tentando entrar no país pela BR-317 com um grupo de quatro chineses. Em depoimento, ele disse que aquela teria sido a quinta viagem que ele realizava no serviço de “travessia” de estrangeiros. Segundo informações colhidas pelas polícias Federal e Rodoviária Federal (PRF), os chineses saem de avião de seu país de origem com destino ao Equador. Um acordo bilateral entre os dois países, tal qual existe entre o Brasil e o Peru, facilita a entrada e saída de estrangeiros em seus territórios, o que também acaba auxiliando os que decidem partir para destinos mais distantes.Do Equador para o Peru os grupos viajam como clandestinos em ônibus, de onde partem para o Brasil com a ajuda dos “coiotes”. Da Região Norte os chineses partem para São Paulo, onde passam a trabalhar em pequenas malharias e outros tipos de serviços, muitas vezes considerados degradantes.O inspetor da PRF no Acre, Peregrino Silveira, garante que o efetivo vem dobrando a atenção nos locais usados como rota de passagem dos estrangeiros e que os agentes estão atentos a qualquer movimentação. “Aumentamos a fiscalização nessas áreas para ampliar o poder de ação e evitar a entrada dos grupos.”
Fonte: Página 20
Fonte: Página 20